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Aliado a uma idéia de resistência libertadora, o displacement ou a deslocation revela um desejo de re-alocação, re-orientação ou, ainda, a necessidade de estabelecer novas categorias ou re-mapear espaços não imaginados, em busca de conexões entre estrutura do sistema e estatuto da arte e o mundo ao nosso redor. |
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O fortalecimento da globalização
e do capital, observado ao longo dos últimos trinta anos, gerou o
interesse gradativo pela utilização de novas mídias;
que os artistas passaram a incorporar em suas obras como forma de resistência
à idéia de dissolução da arte: deslocalização
é transferência de energia, trabalho nas fronteiras, nas bordas,
re-configuração de limites.
Da discussão do Cubo Branco - que trabalha rumo ao desmonte do caráter estrutural de uma exposição - às polêmicas ao redor da imagem real x virtual, a idéia de deslocamento oscila entre o princípio de organização e desorganização, na tentativa de apreensão de um intervalo, entre localização e deslocalização. O resgate do sujeito através da manutenção do aqui/agora é o fenômeno que configura a idéia de resistência libertadora. O tempo é o suporte onde a arte pode ser tecida. Três blocos de expressão constituem a mostra: Estranhamento,
A Superfície e Imagem/Tempo. (...) Publicado no catálogo da exposição
Deslocamentos (Rumos Itaú Cultural Artes Visuais) |
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