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Necropolítica Nacional (ELES QUEREM NOS MATAR!)
Tecido branco, sangue, rendas, bordado à mão, linha de costura

National Necropolitics (THEY WANT TO KILL US!)
White fabric, blood, lace, hand embroidery, sewing thread

2020 l 30 x 29 cm

[ english version ]

"Medo, fanatismo e desinformação - isso me lembra a pandemia da Aids dos anos 1980"
Edmund White, 6 de abril de 20201

Em seus trabalhos produzidos a partir de março de 2020, após o início da pandemia do covid19, Fábio Carvalho procura refletir sobre esta nova forma de viver, em reclusão, isolamento, quando o medo em relação a outro ser humano se torna imenso, quando as fronteiras se reduzem às nossas casas, à nossa pele, à mascara respiratória que promete nos separar da doença; somos todos agora vetores da morte.

Tudo começou quando o artista fez à mão duas máscaras respiratórias para seu próprio uso, com sobras de tecidos de trabalhos anteriores. Porém, a primeira ficou pequena para seu rosto, e a seguinte, desconfortável para uso prolongado. Além disso, descobriu-se que o tecido usado não era adequado. Decidiu-se não desperdiçar as máscaras, e criar reflexões alinhadas com a sua produção artística até antes da pandemia, aproveitando outros materiais que o artista já dispunha em casa. Isto, por sinal, tem sido uma característica dessa produção, uma vez que não se pode sair para comprar materiais; é preciso lidar com as limitações e com a precariedade, que acaba por ser um reflexo da própria condição de vida deste momento: precária e limitada.

Estamos lutando uma guerra contra uma ameaça que não conseguimos ver, no Brasil agravada pela luta contra a falta de recursos e miséria de boa parte da população, a ignorância, o fanatismo religioso, e o culto a uma personalidade doentia e necrofílica, eleito pelo Washington Post o "pior líder mundial" no enfrentamento à pandemia2."

"Como todos os seres vivos, assim como esse vírus que se reproduz em nós, queremos viver" (Eliane Brum, abril 20203). Então é preciso transformar a angústia, o horror, o medo, o ansiedade, em algo que ao menos nos dê algum sentido mínimo, que nos tire da paralisia, da depressão, e com estes trabalhos o artista encontrou uma válvula de escape, e alguma razão para seguir em frente.
1 - https://www.theguardian.com/commentisfree/2020/apr/06/1980s-aids-pandemic-coronavirus-gay-community-survive
2 - https://www.washingtonpost.com/opinions/global-opinions/jair-bolsonaro-risks-lives-by-minimizing-the-coronavirus-pandemic/2020/04/13/6356a9be-7da6-11ea-9040-68981f488eed_story.html
3 - http://elianebrum.com/desacontecimentos/brasil-de-17-de-abril-de-2020-meu-diario/

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[ top ]

"Fear, bigotry and misinformation - this reminds me of the 1980s AIDS pandemic"
Edmund White, April 6th 20201

In these works produced after March 2020, after the beginning of the covid19 pandemic, Fábio Carvalho tries to reflect on this new way of living, in seclusion, isolation, when the fear in relation to another human being becomes immense, when the borders are reduced to our homes, our skin, the respiratory mask that promises to separate us from the disease; we are all now vectors of death.

It all started when the artist made by hand two respiratory masks for his own use, with leftover fabrics from previous works. However, the first one was too small for your face, and the next one, uncomfortable for prolonged use. In addition, He has found out that the fabric he used was not suitable for that purpose. He decided not to waste the masks, and to create art reflections, in line with his artistic production even before the pandemic, taking advantage of other materials that the artist already had at home. This, by the way, has been a characteristic of this production, since one cannot go out to buy materials; it is necessary to deal with limitations and precariousness, which turns out to be a reflection of the very condition of life at the moment: precarious and limited.

We are fighting a war against a threat that we cannot see, in Brazil, aggravated by the fight against the lack of resources and misery of a large part of the population, ignorance, religious fanaticism, and the cult of a sick and necrophilic personality, elected by Washington Post the "worst world leader" in tackling the pandemic2. "

"Like all living beings, like this virus that reproduces in us, we want to live" (Eliane Brum, April 20203). So it's necessary to transform anguish, horror, fear, anxiety, into something that at least gives us some minimal sense, that takes us out of paralysis, depression, and with these works the artist found some reason to go on.

 
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