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PARADA II
tinta acrílica s/ papel de seda, linha vermelha, cola

PARADE #2
acrylic paint on tissue paper, red thread, glue

2020
instalação de dimensões variáveis; galeria: 37m2 | 100m3 // installation of variable dimensions; gallery: 37m2 | 100m3

[ english version ]

PARADA II é uma instalação com mais de 700 bandeirinhas de papel de seda com impressão de soldados portando fuzil, com asas de borboleta saindo das costas, que ocupará a área de exposições temporárias do Salão Principal do Memorial Municipal Getúlio Vargas, com curadoria de Shannon Botelho. A impressão das bandeirinhas foi feita uma a uma, com o uso de carimbos de borracha produzidos à mão pelo próprio artista, a partir de um desenho original de sua autoria.

O uso da imagem da borboleta monarca (Danaus plexippus) em vários dos trabalhos de Fábio Carvalho vai muito além do fato de borboletas serem normalmente associadas ao universo feminino, frágil e delicado, que em oposição aos símbolos usualmente aceitos como masculinos, de força e virilidade, como os militares, formam a principal dialética da sua produção artística, que procura levantar uma discussão sobre estereótipos de gênero, e questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir.

Seu uso surge ainda como um contraponto à camuflagem dos uniformes militares. As borboletas monarca são tóxicas, e por isso evitadas pelos predadores. Há outras espécies de borboleta não venenosas que mimetizam o padrão exuberante da monarca, que assim são também evitadas pelos predadores. Camuflagem e mimetismo são estratégias opostas de sobrevivência e proteção, que objetivam confundir e enganar, ao se fingir ser algo que não se é.

As linhas de bandeirinhas são dispostas perpendicularmente às duas paredes, em sequência ordenada, começando do alto, descendo suavemente a cada nova fileira, até ficarem na altura do chão ao final do corredor da galeria. Desta forma, até um certo ponto se poderá entrar na instalação, até que a massa de bandeirinhas te impeça de seguir.

PARADA II é sobre ordem, a imposição de uma certa ordem, que padroniza, anula diferenças, ignora a diversidade, dita um ritmo, uma regra arbitrária de ocupação dos espaços, cartesiana, regular, mas que apesar de todo o esforço de padronização, de robotização dos corpos e mentes, a menor e mais singela interferência (a entrada de pessoas do público na exposição) já desestabiliza esta ordem rígida e monótona, insere movimento, poesia, beleza (através do movimento de ar gerado pelo deslocamento das pessoas no interior da instalação).

Pela primeira vez, desde que que os "Monarcas" surgiram em 2014, há algumas bandeirinhas vazias, em branco, em meio aos soldados alados. Seu significado, entretanto, o artista faz questão de manter em segredo - "eu acho muito mais interessante e rico que cada pessoa tente elaborar por si mesma o que seriam estes vazios, estas ausências", afirmou Fábio Carvalho.

Outro detalhe, mais sutil, é que de imediato vemos essa ordem/rigor, mas se olharmos de perto, de dentro, é uma aparência, uma fachada (precária); há defeitos, emendas, rasgos, amassados; a vida real, suja, orgânica, entrópica, sempre se impõem à ordem rígida e artifical, arbitrária, que para ser preservada exige trabalho, esforço, reforço, força (violência).

leia aqui o texto do curador Shannon Botelho para a exposição PARADA II >>

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[ top ]

PARADE #2 is an installation with over 700 tissue paper flags displaying soldiers carrying a rifle, with butterfly wings on their backs. The installation will occupy the temporary exhibition area of the Main Hall of the Getúlio Vargas Municipal Memorial, curated by Shannon Botelho. The printing on the tissue paper flags was made one by one, using rubber stamps produced by the artist himself, from an original drawing of his own.

The Monarch butterfly has been chosen as a way to induce the viewers to question gender stereotypes. The butterfly is often associated with the feminine and is thought of as delicate and fragile, the opposite concepts normally associated with soldiers and the military. This opposition, in the work of Fábio Carvalho, compose the main dialectic of his artistic production, which seeks to raise a discussion about gender stereotypes, and question the common sense that strength and fragility, virility and poetry, masculinity and vulnerability can not coexist. Additionally, the Monarch’s patterns mirror soldiers’ camouflage uniforms, helping them to hide from predators but also allowing them to be deceptive and to pretend they are something they are not.

The lines of flags are arranged perpendicularly to the two walls, in an orderly sequence, starting from the top, descending smoothly with each new row, until they are at floor level at the end of the gallery's corridor. In this way, up to a certain point you can enter the installation, until the mass of flags prevents you from following.

PARADE #2 is about order, the imposition of a certain order, which standardizes, cancels differences, ignores diversity, dictates a rhythm, an arbitrary rule of occupation of spaces, cartesian, regular, but despite all the efforts of standardization, of robotization of bodies and minds, the smallest and simplest interference (the entry of people in the installation) already destabilizes this rigid and monotonous order, inserts movement, poetry, beauty (through the movement of air generated by the displacement of people inside the installation)

For the first time, since the "Monarchs" appeared in 2014, there are some empty, white flags in the midst of the butterfly winged soldiers. Its meaning, however, the artist is keen to keep in secrecy - "I find it much more interesting and rich that each person tries to elaborate for him/herself what these voids, these absences could be", says Fábio Carvalho.

Another, and more subtle detail, is that we at first immediately see this order / rigor, but if we look closely, from the inside, it is an appearance, a (precarious) façade; there are defects, tears, dents; real life, wich is dirty, organic, entropic, always imposes itself on the rigid and artificial, arbitrary order, which in order to be preserved requires work, effort, reinforcement, strength (violence).

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